A FAMÍLIA E O SURDO: LÍNGUA DE SINAIS COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO.

 

            Os surdos fazem parte de uma sociedade em que às relações de exclusão e separação de pessoas em conseqüências dos mais diferentes tipos de preconceitos. A surdez é apenas mais uma  entre as diferenças que permitem esses preconceitos. Preconceito quanto à cor da pele, a idade, o sexo, credos religiosos, condições financeiras, dentre outros.

         Embora os surdos utilizarem um modo de se expressar diferenciado do nosso, eles fazem parte das mesmas relações sociais que os ouvintes, participam das mesmas atividades e freqüentam os mesmos locais, sejam de lazer ou não. Eles têm uma família, freqüenta um grupo religioso, vão a escola, ou seja, participam de todas as atividades que os ouvintes, porem as cidades não conseguem percebe-los como sujeitos que apenas usa um a língua para se comunicar com as demais pessoas.

         Devo dizer que todas as discussões e reflexões que faço no decorrer desse trabalham não são apenas um conjunto de teorias e estudos realizados no decorrer do processo de elaboração desta pesquisa é também um retorno ao passado que não muito longe vivenciei e participei. É parte de minha própria experiência  como mãe de uma criança surda.

         Por inúmeras vezes deparar-me com dificuldades de comunicação com minha filha e submete-la a situações de repetições de palavras sem significado através do método oralista. Esses momentos angustiantes levaram-me a questionar se não estaria sendo egoísta querendo que ela fosse igual às outras crianças que falam. E nesse momento comecei  a mudar meus conceitos sobre a língua de sinais, uma vez que ela então havia em mim uma forte resistência em aceitá-la. Descobri que eu estava prejudicando minha filha ao proibi-la de comunicar-se utilizando outra forma de comunicação, a língua de sinais, que é, na verdade, a língua natural do surdo.

         Após estes questionamentos comecei a pensar sobre como os de mais pais ouvintes e filhos surdos de Araputanga MT, lidavam com essa problemática dentro da família. Falar sobre a aceitação da língua de sinais como meio de comunicação na relação pai e filho é, antes de tudo, desafiador, pois existe uma carência de conhecimento de pesquisa e trabalhos envolvidos neste campo principalmente nos estudos sobre a surdez e a família no Brasil, embora este seja um trabalho importante para  a Educação e a sociedade, da qual fazemos parte.

         Portanto, neste trabalho, discuto e analiso a aceitação da família frente a utilização da língua de sinais pelos filhos surdos, como forma de comunicação.

         Neste trabalho dou ênfase às questões relacionadas entre as famílias e a língua de sinais como meios de comunicação. Discuto a problemática que os pais enfrentam desde o diagnostico a respeito da surdez do filho, suas primeiras experiência desta realidade até o método para se comunicar com sua criança.

         Além dos aspectos acima citados também faço uma abordagem a cerca de surdez e surdo a decorre da historia e diferentes métodos de educação surdo.

         O oralismo defende o desenvolvimento da fala, visando a integração plena do surdo dentro da sociedade ouvinte aproximando-o ao máximo do modelo físico e formal da sociedade majoritárias.

         O bilingüismo defende que o surdo deverá ainda desde cedo aprender a língua de sinais por ser a língua natural do surdo e só posteriormente, se assim desejar adquirir a linguagem oral.

         O defensor da língua de sinais tem por argumentos que os surdos não podem ficar apenas na imitação dos ouvintes e que apesar da linguagem dos sinais proporcionar-lhes condições de construir seus significados e a elaboração do seu próprio conhecimento.

         Já a comunicação total resulta da junção de, vários métodos que podem ser utilizados para facilitar o surdo a se comunicar com a sociedade, ou seja, que o importante é proporcionar-lhes situações que lhes permitem compreender  e serem compreendidos na sociedade majoritária.

         Como resultado deste trabalho espero proporcionar a família e a todas as pessoas envolvidas no processo educacional do surdo uma reflexão sobre os meios de comunicação que ele tem usado para se comunicar com essa pessoas espero ainda contribuir para que a sociedade Araputanguense, em  especial pais e professores compreendem e aceitem que essa são pessoas que requerem um atendimento diferenciado no convívio social, o que não significa que elas  sejam pessoas  incapazes.

         Para o desenvolvimento deste trabalho  foi feita primeiramente a escolha do objeto da pesquisa que aconteceu apartir das dificuldades que encontrei e na experiência que possui na área de educação especial e  especialmente a surdez, por ter uma filha surda.

         Tendo em vista ser uma área de conhecimento com pouco registro voltado em particular para a família dos surdos, embora seja evidente o aumento de família que tem um dos seus membros com surdez.

         Após a escolha do objeto, fez se um levantamento bibliográfico e logo em seguida partindo para a construção do referencial teórico da pesquisa.

         Logo em seguida foi realizada a coleta de dados a través de entrevista com pais que tem crianças surdas, com objetivo de averiguar se existe preconceito por parte das famílias em ensinar a linguagem de sinais como meio de comunicação dos surdos.

         As entrevistas contaram com a participação de 05 mães e 01 pai, os quais responderam o questionário contendo duas perguntas referentes ao conhecimento que estes tinham sobre a linguagem de sinais a qual os outros utilizados por eles para se comunicarem com seus filhos.

         Todas as entrevistas foram gravadas  e logo em seguida transcritas e analisadas, após as respostas obtidas da coleta de dados, que proporcionou no decorrer do trabalho várias possibilidades de desenvolver a fala no seu filho  vê-se na obrigação de aprender a Língua dos sinais para que a comunicação com seu filho torne-se afetiva.

 

Interessante eu não acho, não é muito bom não. Por causa que eu queria que ele falasse, mas já ele vai aprender, se por exemplo ele exemplo ele não vão poder falar, que vai ser sempre em sinal eu tenho que aprender né (mãe 2)

 

 

            No entanto, dois pais consideram a língua de sinais importante, como forma de comunicação entre os surdos, pois, para os pais esse meio de comunicação é a “fala”, ou seja, é a forma de comunicação que seus filhos possuem para fazerem entender na comunidade surda e ouvinte, porém, não a utilizarem para se comunicar por que não entendem.

 

Eu acho tão importante a língua dos sinais, por que devido talvez a gente não entender mas ela entendendo para gente já é um grande passo (pai 3)

 

 

            Porém a mãe não permite a utilização da língua de sinais pelos seus filhos, pois sente pena da criança que se comunicam através da língua de sinais. No seu depoimento deixa bem claro a preferência pela comunicação oral.

A verdade, por que os meus filhos usam aparelho um é implantado né, foi para Bauru, fez o implante e o outro usa aparelhinho normal então assim eu procurei mais falar com ele normal do que acenando, até por que eu sei lá eu tenho dó de ver aquela criança. (mãe 4)

 

 

            Apenas uma mãe nos relata que de inicio teve uma forte resistência em si comunicar com sua filha através da língua dos sinais, porem com o passar dos anos vê a importância da língua dos sinais para se comunicar com sua filha, por que segundo a mãe só com oralização da filha não permite a ela a comunicação.

 

... ai eu penso  meu Deus como posso ajudar minha família eu preciso fazer alguma e... nessa hora que eu penso que talvez se ela aprendesse a uma verdadeira língua de sinais mesmo eu ia conseguir entender o que ela quer me dizer e falar muitas coisa que eu não consigo dizer. (mãe 6)

 

              Diante desses relatos o que se pode observar é que mesmo com uma forte posição  oralista dos tempos defendendo o desenvolvimento da fala no surdo,  os pais tem conseguido perceber ineficácia da metodologia oralista para a integração do surdo diretamente ao desenvolvimento da fala, isso se da segundo Rebelo (2001:30), porque a ausência de instrumento comunicativo eficaz impede que se realize, satisfatoriamente, as funções básicas da linguagem – fator de interação social, de transmissão cultural e construtivo do conhecimento e do próprio ser humano.

          Os pais ouvintes de filhos surdos com as experiências e as dificuldades do dia a dia percebem, então, apena so desenvolvimento da fala não será capaz de suprir do surdo dentro e fora da família. Este problema tem feito com que os pais saiam em busca de uma outra forma de comunicação e acabam, mesmo que forçados, a aceitarem o outro método de é a língua de sinais que é a comunicação de seus filhos.

         Embora os pais sonham com a oralização de seus filhos eles permitem o acesso deles a essa nova língua, por que compreendem que os surdos precisam de uma linguagem diferenciada dos ouvintes, a qual permite a inserção do surdo na sociedade, fazendo-o compreender e ser compreendido dentro deste mundo que o cercam.

... mas agora acho necessário sim que ele aprenda, por que para ele é a palavra dele...(mãe 5).

 

            Esse pais também tem claro o bloqueio de comunicação entre s ouvintes e surdos devido a falta de uma linguagem conhecida e desenvolvida entre ambos para facilitar a interação entre pai e filho,  filho e sociedade.

 

... eu tenho muita dificuldade de aprender me comunicar falando com ela tem cosas que eu não consigo fazer com que ela entende (mãe 6)

 

            Na visão dos pais é possível que a língua dos sinais entregue seus filhos ao mundo e  atenda a suas necessidades, como a de qualquer ser humano.

         Os pais acreditam que as línguas é  a língua do próprio surdo, porem a maioria não conseguem se comunicar utilizando o recurso que eles acreditam ser o maior.

         Alguns pais, no entanto, ainda não acreditam que seus filhos necessitam de um atendimento diferenciados de comunicação.

           

... não é todo mundo que aprende rápido a linguagem dos sinais é difícil agente aprender. (mãe 5).

 

            O que se pode constatar é que o pai não tem o conhecimento das metodologias para se comunicar com seus filhos. Eles utilizam gestos criados entre os próprios membros da família ou com próprio surdo para estabelecer uma comunicação.

         Apartir dos relatos dos pais foi possível constatar também que infelizmente que alguns deles não aceitam outra forma de comunicação que não seja a oralização de seus filhos e excluem  totalmente a possibilidade de desenvolver a língua dos sinais. Rabelo (2001:17), continua afirmando que o ouvinte ao rejeitar a língua brasileira de sinais (libras) língua usada pelos surdos não a aceita o próprio surdo:

         Os pais, apesar de estarem já alguns anos participando dessa nova realidade na família não conseguem aceitar a diferença de seu filho. Sem duvida sua expectativas de que um dia seu filho poderá vir a falar com a maioria das outras crianças, não lhes permite enxergar que seu filho requer uma forma de comunicação diferenciada permite a imposição cultural da sociedade ouvinte da formação de seus conceitos é o que é pior sobre o próprio surdo. Por isso, é comum que as maiorias dos pais pensem como essa mãe:

 

... a verdade, por que meus filhos usam aparelho, um é implantado se neu filho ouve eu prefiro que fale do que acene. (mãe 4)

 

            A família por medo de não poderem enquadrar seu filho dentro de um padrão “normalidade”, ou seja, de que podem comunicar oralmente com seus filhos e fazer com que eles não venham a se r comunicar com as demais pessoas da sociedade, não permite que a criança aprenda a língua dos sinais.

 

.... procuro não acenar para le, sempre falando pedindo para que ele preste atenção no que eu estou falando sem está trabalhando a linguagem de sinais. (mãe 4)

 

            Todos esses procedimentos denunciam os preconceitos que os surdos enfrentam em nossa sociedade que nos deixam submissos aos ouvintes.

         As famílias não dão aos seus filhos a possibilidades de escolha ou seja não  se respeita o individuo como alguém capacitado a tomar suas próprias decisões e os pais por estarem influenciados pela visão oralista não permite que o surdo desenvolva e participe da língua da sua própria comunidade. Rabelo Aput Vygotsky (1993) ou (2001:29) alerta que a insistência dos oralista em levarem o surdo a falar e em  considerarem a fala o fator preponderante em sua educação pode ter conseqüência desastrosas.

Ou seja, a medida que os pais rejeitam e não permitem que seus filhos não aprendam a língua dos sinais do surdo, acabam refletindo em seus filhos, sentimentos que lhes permitem perceberem eu não são aceitos pelos próprios pais devido a sua deficiência.

 

é porque nunca tive menino mudo, fui mãe de  seis, nunca tive, meus filhos tudo é normal, então eu acho estranho filho mudo, eu acho muito estranho, então esse negocio de mexer com mudo(mãe 1).

 

Fica difícil falar em inclusão social do surdo quando muitas vezes os surdos não estão sendo incluídos nem dentro da sua própria família.

         Se a família não aceita seu filho é quase impossível integrar essa criança na sociedade em que vive, pois se espera que a família seja o padrão a ser seguido entre os demais integrantes da sociedade.

         É no núcleo familiar que o surdo deverá encontrar apoio para enfrentar as dificuldades que irão surgindo no decorrer de sua via.

         Fica evidenciado que, infelizmente, essas crianças têm enfrentado momentos de angustia quando elas, não se fazem entender que ao mesmo tempo não entendem as outras pessoas.

 

.... ai ele põe a mão se você sacode a cabeça ele sabe que é para ele trazer se você só faz assim com o dede (sinal de dedo) ai ele fica tentando saber o que é assim que ele é aqui em casa (mãe 2).

 

Os pais aqui entrevistados, na medida do possível buscar qualquer meio de comunicação mesmo que esses meios sejam através de gestos e muitas repetições sem significados para as crianças.

         Talvez sejam uns dos grandes problemas que os surdos enfrentam no decorrer de sua história, pois antes mesmo do preconceito vem a fala de conhecimento dos pais o que impede o desenvolvimento de uma verdadeira comunicação entre eles que permita-lhes o reconhecimento de que seu filho necessita de uma direção e de participação, através de uma língua que proporcione a sua integração no muno.

         Os pais precisam ter o conhecimento das correntes filosóficas para proporcionarem seu filho não apenas o desenvolvimento da comunicação, mas permitir acriança o acesso a uma vida plena.

         É preciso que as discussões sobre a surdez e o surdo deixem os muros das clinicas e das escolas e venham ao encontro da família, pois as mesmas são alvo de discussões, no entanto, o que se percebem é a ausência delas na tomada de decisões.

         A família, sendo a principal responsável pela educação de seus filhos,deverá ser a primeira a estar a par do conhecimento da educação do surdo, pois é ela que irá em busca de apoio quando surgirem as dificuldades.

         Se família não estiver bem preparada para entender as necessidades dos surdos eles correm os riscos de serem excluídos ou acarretar inúmeras dificuldades no relacionamento com os ouvintes para o resto de suas vidas.

Também o que se pode observar entre os pais é a mecanização da fala, os filhos em diversas situações são obrigados a repetir varias vezes uma palavra e treinados a emitir alguns sons, Rabelo (2001:35) tentado por Vygotsky (1993,p.329), defende a idéia de que a fala deve ser utilizada em sua significação (fala lógica) e não repetição de sons isolados.

No entanto, a família não tem claros seus conceitos, e preocupam-se apenas em desenvolver a fala do seu filho para que eles pertençam á sociedade majoritária.

Filhos surdos nascem, crescem e se desenvolvem dentro de uma família ouvinte, que, na maioria dos casos desconhece uma outra forma de comunicação que não sejam a fala, essa realidade os coloca em desvantagem desde as primeiras interações comunicativas, segundo Skliar (1997:131) sustentado por (Sanchez,1992) diz que : Se não se organiza adequadamente o acesso destas crianças á língua de sinais, seu contato será tardio e seu uso restringido a pratica comunicativas parciais, com as conseqüências negativas que isto implica para o desenvolvimento cognitivo, e, sobretudo, para o acesso á informação e ao mundo de trabalho.

Portanto, um dos problemas enfrentados pelos surdos é o ambiente lingüístico. As crianças surdas nascem e se desenvolvem, na maioria dos casos, em lares de pais ouvintes que não lhes permitem o acesso a língua de sinais, principalmente, nos primeiro anos de vida; e isso faz com que as crianças surdas, de pais ouvintes, sejam prejudicadas, por que ate a família passar por todas as fazes e possível aceitação da língua de sinais, deixam-nos em atraso quando comparados com crianças surdas filhos de pais surdos que desde muito cedo tem a língua de sinais como a primeira língua.

 

Assim, Skiliar (1997:129) afirma que: É possível definir os filhos surdos de pais surdos como membros reais de uma comunidade lingüística seu processo de aquisição da língua de sinais e sua imersão na cultura surda são equivalentes, em tempo e formula, a toda aquisição de uma língua natural e a todo processo de imersão cultural que realiza qualquer criança em uma comunidade determinada.

 

Portanto, a criança surda, que pertence a família com pais ouvintes se não for percebida como uma criança que possui um desenvolvimento lingüístico diferenciado terá dificuldade, primeiro de conhecer a língua de sinais e posteriormente desenvolve-la.

As famílias, antes de conhecerem as correntes filosóficas educacionais do surdo, deveriam ser sensibilizadas quanto a modalidade mais adequada de comunicação, para que não houvesse duvidas no decorrer do processo.

Os pais deverão tomar alguns cuidados ao lidar com essas situações para escolherem o que realmente será bom para seu filho.

Os pais, na maioria dos casos não são e não foram orientados sobre a língua de sinais. Eles não têm claro de como pode ser desenvolvido a comunicação desse método. Muitos pais gostariam de aprender, mais infelizmente, nos nossos pais não existe uma política educacional que garante primeiro a inclusão da família que tem filhos portadores de algumas deficiências.

Os pais não podem participar de projetos que os professores de seus filhos oferecem por que na maioria das vezes as oficinas são realizadas num período em que estão trabalhando e não tem uma lei em que diga que os pais que tem filhos deficientes têm o direito de se ausentar do trabalho para ir em busca do conhecimento e participar de curso, ou ate mesmo de aulas, para facilitar a integração do surdo no meio familiar.

Os pais entrevistados diante dos problemas que enfrentam, tais como: aceitação da língua de sinais, conhecimento, orientação, dificuldades encontradas, apresentam muitas angustias e ansiedades ao saírem em busca de um método que garanta a comunicação de seus filhos surdos com eles e com a sociedade.

E também demonstram-se um grupo de pessoas esquecidas, e com uma certa desvantagem, comparada com as outras famílias.

Uma outra dificuldade que alguns pais mencionaram nas entrevistas ensinar seus filhos a se comunicarem através da língua de sinais dentro de uma sociedade que não se encontram preparada para lidar com as diferenças.

Para eles não adianta ensinar a seus filhos uma língua que somente eles irão entender. E que, de uma forma ou de outra, seus filhos serão prejudicados e se sentirão ainda mais inferiores.

Grande parte da sociedade não demonstra interesse em relacionar-se com esses grupos de pessoas que não se enquadram no padrão “normalidade” e dentre tantos grupos que sofrem discriminação, estao os surdos.

Não é vantajoso investir em uma língua que simplesmente pode ser ignorada, pois quem a utiliza, é um grupo em minoria.

É preciso então que os pais sejam esclarecidos a cerca da língua de sinais e a sua importância para o desenvolvimento de seu filho, pois apartir do momento em que os pais esclarecidos todas as suas duvidas a respeito da língua de sinais e verificarem que ela não irá deixar seu filho desfavorecido, perante a sociedade, eles não maia apresentarão resistências em desenvolver a comunicação gestual com seu filho.

Os pais, muitas vezes não deixam seus filhos a aprenderem a língua de sinais por vergonha. Para os pais, esse meio de comunicação, desperta a curiosidade nos ouvintes e nos seus filhos acabam sendo ridicularizados.

Os gestos, que os surdos fazem, demonstram que seus filhos não pertencem à sociedade dos ouvintes e por isso são considerados “anormais”, sendo motivo de piadas e, dentre outros sentimentos.

Por isso, a não aceitação ou a não preocupação em não desenvolver a língua de sinais demonstram que os pais não aceitam as crianças como elas são.

         Por isso faz se necessário que sejam desenvolvidos trabalhos que despertem nos pais a aceitação do filho surdo, que mostre para eles, as dificuldades do filho que eles possuem, bem como suas dificuldade, prioridade e especialmente, sua potencialidade. Que sejam despertados nos pais o respeito a individualização da pessoa surda.

Diante de todos os resultados e discussões desta pesquisa, espero estar contribuindo no sentido de facilitar aos pais a comunicação com seus filhos surdos e para novas pesquisas nesta área de surdez.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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